Logo_Elza Osborne_Site__Fundo_Transp_Font_AMARELA.png
RIOPREFEITURA Cultura horizontal branco.png

HISTÓRIA

Arena logo_Amarela.png
x78640395_Rio-de-Janeiro-31-08-201825-ANOS-DAS-LONAS-CULTURAIS-A-Elza-Osborne-e-a-primeira-lona-cu.jpg.pagespeed.ic.ThrRgOsoTO.jpg

TEATRO DE ARENA ELZA OSBORNE - LONA CULTURAL MUNICIPAL 
 HISTÓRIA

 
Na década de 1950, artistas da Zona Oeste/RJ se uniram em prol da cultura e fundaram o TEATRO RURAL DO ESTUDANTE. Liderado pelo idealista Herculano Leal Carneiro, o grupo - formado por Rogério Fróes, Regina Pierini, Wilson Dray, Zelia Moraes, J. Thomé, Francisco Nagem, Dinear V. Plaza e Carlos Branco  - logo se destacou, ganhando a admiração da engenheira Elza Pinho Osborne. Ao observar tamanho entusiasmo e talento dos jovens, ela os presenteou com a construção de um TEATRO DE ARENA, que, mais tarde e merecidamente, ganhou o seu nome.

Em 1956, Juscelino Kubtschek, então presidente da República, lançou a “Pedra Fundamental”, iniciando a construção do TEATRO DE ARENA ELZA OSBORNE. Dois anos depois, o projeto foi inaugurado em grande estilo e obteve bastante sucesso e elogios do público nos anos que se passaram. 

 

Com a chegada da estado de exceção, o TEATRO DE ARENA ficou por muitos anos,  praticamente desativado. 

Porém, com a abertura para a democracia na década de 80 e a possibilidade de reativação, veio a necessidade de cobrir a arena que pudessem ser realizadas mais apresentações. O casal Regina Pierini e Ives Macena assumiram a administração do espaço e, em1986, lançaram a campanha “Cubra o Arena e descubra nossa Arte”.  Esta se tornou mais tarde a alavanca para o projeto de reutilização das lonas que cobriam a ECO 92. 

Em 1993, o prefeito da época, César Maia, fez a doação da primeira lona para Campo Grande, tendo como objetivo a cobertura do Teatro de Arena Elza Osborne. E assim começou o projeto que mais tarde se chamaria: Projeto LONAS CULTURAIS.  A primeira Lona Cultural da Cidade do Rio de Janeiro,  a Elza Osborne é gerida pela UNIÃO DE ARTISTAS DE TEATRO DA ZONA OESTE A UGAT-ZO

A instituição tem como meta maior a democratização e inclusão da cultura em todas as suas formas e seguimentos e vem desde 1992 atuando como ferramenta de auxilio indispensável no processo de desenvolvimento humano da região, através da Arte, Cultura e Educação.

Em 2010 a entidade recebeu a qualificação de OSCIP,  pelo ministério da justiça do Brasil. A UGAT-ZO é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, sem fins lucrativos, fundada em maio de 1992,  com sede na  Estrada Rio do “A” 220 em Campo Grande-RJ. A UGATZO é inscrita no Ministério da Fazenda sob o número 40.448.979.0001-80 e tem como objetivo de produzir ações culturais no território onde está inserida: a AP5, região da Zona Oeste do município do Rio de Janeiro.
 O Teatro de Arena Elza Osborne fundado na década de 50, em 18 de maio de 1993 foi o projeto piloto que deu origem as lonas Culturais no Rio de Janeiro, com o objetivo de promover o desenvolvimento humano através da cultura, participou intensamente na formação natural de um sistema de gestão cultural diferenciado, onde as práticas culturais de diversas naturezas pontuaram a formação de ações baseadas em parcerias sociais bem sucedidas entre cultura, educação e trabalho social, reconhecido pelo MERCOSUL e ainda premiado no exterior como projeto sócio-cultural, ganhou chancela da UNESCO de relevância cultural. 

Curiosidades: 
Ao lado do espaço, no anexo que hoje abriga as fundações do Teatro Rural do Estudante (TRE), agora TEARES, fica um  projeto inacabado do renomado Afonso Eduardo Reidy, arquiteto que projetou o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM).

 

 

 

Antes e Depois.png
separador.png
8cb05c57-c870-497f-b09e-4a13b679ed7f.jpg

Aterro do Flamengo - ECO 92 - 1992

Osborne IV.png

Fachada - Teatro de Arena - 1993

Osborne II (1).png

Teatro de Arena - 1993

QUEM FOI ELZA OSBORNE? 

 

por Ives Macena

 

Uma das primeiras engenheiras a integrar o quadro de funcionários da prefeitura do Distrito Federal, juntamente com Carmem Portinho, época em que Afonso Eduardo Reidy era o arquiteto chefe do Deptº de obras da prefeitura do então Distrito Federal. 

Pessoa de confiança do então Prefeito Negrão de Lima, Elza Pinho Osborne foi designada a cuidar da então ZONA RURAL da cidade do Rio de Janeiro:  de Deodoro à Santa Cruz.

Muitas obras foram realizadas no tempo em que Elza  ficou à frente de tal pasta, Ex: As paredes de contenção dos rios (canal) da Manoel Caldeira de Alvarenga, Cabuçu (canal da Artur Rios), o Teatro Artur Azevedo e adjacências, a praça do Preto Velho, o Teatro de Arena (o segundo construído no Brasil), o Viaduto Prefeito Alim Pedro, a Areninha da Praça Filomena Carlos Magno em Inhoaíba,  a praça dos estudantes em Campo Grande, a praça dos escolares em paciência, a urbanização da praça da Igreja do Rio da Prata (que hoje leva o nome de Elza Pinho Osborne) etc...

É fácil reconhecer as obras da Dra. Elza Osborne; onde existirem pedras portuguesas e ladrilhos tipo pastilha, (exceto o calçadão da Cel. Agostinho), todos os demais lugares tem as mãos da Dra Elza.

A Rua Cel. Agostinho,  hoje calçadão de Campo Grande, era  um pântano; alagava toda vez que chovia, água, lama e outros detritos invadiam o comercio ali localizado e foi na gestão da Dra. Elza, canalizado,  estendendo-se por toda Rua Campo Grande até o atual canal da Manoel Caldeira de Alvarenga,

O prédio onde funcionam a Subprefeitura e Administração Regional recebeu o nome de PAÇO MUNICIPAL ELZA PINHO OSBORNE, justa homenagem. Infelizmente alguém não se sabe com que interesse retirou a placa de bronze afixada na entrada do prédio.

Dr. Elza Osborne foi também à primeira mulher administradora Regional de Campo Grande período 1966 a 1971, e transferida posteriormente para a administração de Santa Tereza.

Elza Pinho Osborne (Dramaturga)

Ao perceberem a identificação da Dra. Elza pelo teatro, descobriu-se que a mesma era dramaturga com várias peças escritas, logo em seguida, os dirigentes do TEATRO RURAL DO ESTUDANTE resolveram montar uma das suas peças e a inscreveu no 1º FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO, na cidade de Recife-PE. A referida peça além de ser vencedora do festival, conquistou 9 (nove) de treze prêmios em disputa, acontecimento que elevou o nome de Campo Grande e do Rio de Janeiro no cenário da dramaturgia brasileira.

Razão do Teatro de Arena (LONA CULTURAL) homenageá-la com seu nome.

Agenda

Fique por dentro da nossa programação